sábado, 16 de novembro de 2019

primeiro parágrafo de A CAPITAL! (1925, póstumo), de Eça de Queirós

«A estação de Ovar, no caminho de ferro do Norte, estava muito silenciosa pelas seis horas, antes da chegada do comboio do Porto.»

O tempo: seis horas. A informação aduzida, o silêncio, não chega para concluir a que parte do dia corresponde.
O espaço: estação de comboios de Ovar.
Impressões: Se o título remete para (um)a capital (com ponto de exclamação, desde a edição crítica), o início do romance numa estação de caminhos-de-ferro é uma forma expedita de dar o tom de partida; e se é de Ovar, clacula-se que o destino seja Lisboa.  


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