«Contaram-me que numa tarde de domingo, daquelas em que meu avô, seu criado e maioral das éguas, vinha aviar o alforge para quinze dias de Lezíria, o patrão Diogo nos viu juntos e se dignou, sem nojo, concretizar uma carícia nos cabelos encaracolados da minha cabeça de menino pobre.»
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sexta-feira, 9 de março de 2018
quarta-feira, 7 de março de 2018
Almeida Garrett, VIAGENS NA MINHA TERRA (1846)
«Eu muitas vezes, nestas sufocadas noites de Estio, viajo até à minha janela para ver uma nesguita de Tejo que está no fim da rua, e me enganar com uns verdes de árvores que ali vegetam sua laboriosa infância nos entulhos do Cais do Sodré.»
segunda-feira, 5 de março de 2018
sábado, 3 de março de 2018
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
o início de CÁRCERE INVISÍVEL (1949), de Francisco Costa
«Em longos anos de rotina diária, meu pais afeiçoara-se de tal modo ao armazém de panos onde era o principal empregado, que ali fazia inúmeros serões, gozando raivosamente a ausência do patrão.»
(Lisboa, Editorial Verbo, 1972)
Francisco Costa, CÁRCERE INVISÍVEL (1949)
domingo, 25 de fevereiro de 2018
o início de O BARÃO DE LAVOS (1891), de Abel Botelho
«Naquela noite de Março, desabrida e húmida, uma grande animação fervilhava alacremente ao fundo da rua do Salitre.»
(5.ª ed., Porto, Livraria Chardron, 1924)
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Joaquim Paço d'Arcos, ANA PAULA (1938)
«Seguiam sem pressa, um pouco vergados pelas próprias figuras, olhando mais o piso da estrada do que os amplos horizontes à sua volta.»
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