sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Jorge Amado, TENDA DOS MILAGRES (1969)

«Aqui ressoam os atabaques, os berimbaus, os ganzás, os agogôs, os pandeiros, os adufes, os caxixis, as cabaças: os instrumentos pobres tão ricos de ritmo e melodia.»


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Orlando da Costa, O SIGNO DA IRA (1960)

«Ao longo das madrugadas um frémito de frescura vem fundir-se com a seca quietação da terra e agitar levemente a superfície parada das águas represadas. » 

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

confrontações com Joseph Conrad: O CORAÇÃO DAS TREVAS (1899)

«O ar estava sombrio acima de Gravesend, e mais longe parecia condensar-se numa treva desolada que pesava, imóvel, sobre a mais vasta e grandiosa cidade do mundo.»  (trad. Aníbal Fernandes)

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Jorge Amado, SEARA VERMELHA (1946)

«Artur olhou as árvores que se estendiam por detrás da casa-grande, os galhos docemente agitados pela brisa, e sorriu imaginando que as árvores estavam satisfeitas após a chuva tão esperada.»

Eça de Queirós, S. CRISTÓVÃO (póstumo, 1911)

«E a noite cerrava-se, quando para além de uma ponte de tabuado que tremia sobre uma torrente, seca por aquele lento Agosto, o povoado apareceu entre o arvoredo do vale, com a capela branca e toda nova que o Senhor do Castelo andava erguendo a S. Cosme.»   

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A novelística -- III: 3-3,9




19. Teixeira de Sousa, Ilhéu de Contenda (1978) - 3,9*
18. Fernando Namora, Casa da Malta (1945) - 3,7
17. Fernando Assis Pacheco, Walt (1978) - 3,8
16. Rui Nunes, «Quem da Pátria Sai a Si Mesmo Escapa?» (1983) - 3,9
15. Nuno Júdice, O Enigma de Salomé (2007) - 3,7
14. Reinaldo Ferreira, Memórias Extraordinárias do Major Calafaia (póstumo, 1945) - 3,3
13. António Alçada Baptista, Catarina ou o Sabor da Maçã (1988) - 3,0
12. José Saramago, Terra do Pecado (1947) - 3,5
11. Manuel da Silva Ramos, Três Vidas ao Espelho (2010) - 3,8
10. Luís de Magalhães, O Brasileiro Soares (1886) - 3,9
9. João Botelho da Silva, Beduínos a Gasóleo (1993) - 3,7
8. Fernando Faria, O Noviço (2015) - 3,4
7. Augusto Abelaira, A Cidade das Flores (1959) - 3,8
6- Mário Domingues, O Preto do «Charleston» (1930) - 3,1
5- Antunes da Silva, Suão (1960) - 3,8
4- Mário de Sá-Carneiro, A Confissão de Lúcio (1914) - 3,1
3. Olga Gonçalves, A Floresta em Brermehaven (1975) - 3,7
2. Tomaz Ribas, Cais das Colunas (1959) - 3,0
1. Afonso Cruz, Jesus Cristo Bebia Cerveja (2012) - 3,7


* Por razões históricas e biográficas, e ainda literárias, considero Teixeira de Sousa um escritor de duas literaturas: a caboverdiana e a portuguesa.

domingo, 9 de setembro de 2018

Jorge Amado, MAR MORTO (1936)

«Ainda não estavam acesas as luzes do cais, no Farol das Estrelas não brilhavam ainda as lâmpadas pobres que iluminavam os copos de cachaça, muitos saveiros ainda cortavam as águas do mar, quando o vento trouxe a noite de nuvens pretas.» 

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

confrontações com Alejo Carpentier, A PERSEGUIÇÃO (1956)

«Surpreendidos pelo aguaceiro, os espectadores dispersos pela escadaria regressavam ao vestíbulo, rindo e empurrando os que como sardinha em lata se chamavam em altos berros por entre os ombros nus, rodeados por uma chuva que se detinha no berçário dos toldos, para desabar, a potes, sobre os degraus de granito.»(trad. Margarida Santiago)

confrontações com Graham Greene, O TERCEIRO HOMEM (1949)

«Tapada a sepultura, Rollo Martins afastou-se ràpidamente a largos passos das suas compridas pernas de aranha, enquanto pelo seu rosto de homem de trinta e cinco anos deslizavam lágrimas de criança.»  (trad. Baptista de Carvalho)