quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Orlando da Costa, O SIGNO DA IRA (1962)


«Nas alagoas cavadas pelas mãos dos homens as águas aprisionadas às chuvas como que pressentem que cedo se lhes vai abrir um caminho, enquanto a ténue neblina sobre elas suspensa desfaz-se apressadamente, surpreendida pelo dia que surge.»

Ferreira de Castro, A MISSÃO (1954)


«O edifício, velho e longo, muito longo e de um só piso, parecia querer mostrar que a sua missão, justamente por ser celeste, devia agarrar-se à terra, estender-se bem na terra, para extrair a alma dos homens que nela viviam.»

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Carlos Vale Ferraz, NÓ CEGO (1983)

«Naquela fornalha do auge da época seca, onde não corria uma aragem, eles e uns mosquitos pequenos que se metiam pelos olhos, pela boca, pelo nariz, como se fossem cegos, pareciam ser os únicos bichos vivos.»


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

José Saramago, O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS (1984)

«Em dias de amena meteorologia, o Highland Brigade é jardim de crianças e paraíso de velhos, porém não hoje, que está chovendo e não iremos ter outra tarde.»

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

A novelística - II: 4-4,5

28. Isabel Rio Novo, A Febre das Almas Sensíveis (2018) - 4,0
27. Álvaro Guerra, Café República (1982) - 4,5
26. Ângela Caires, Daqui em Diante Só Há Dragões (1988) - 4,4
25. Abel Botelho, O Barão de Lavos (1891) - 4,5
24. José Cardoso Pires, Alexandra Alpha (1987) - 4,3
23. M. Teixeira-Gomes, Maria Adelaide (1938) - 4,0
22. Eça de Queirós, A Tragédia da Rua das Flores (1980, póstumo) - 4,5
21. Diana de Liz, Memórias duma Mulher da Época (1932, póstumo) - 4,4
20. Raul Brandão, O Pobre de Pedir, (1931, póstumo) - 4,4
19. João Pedro de Andrade, A Hora Secreta (1942) - 4,3
18. Camilo Castelo Branco, O Judeu (1866) - 4,3
17. Manuel da Silva Ramos, Café Montalto (2002) - 4,5
16. Fernando Assis Pacheco, Trabalhos e Paixões de Benito Prada (1993) - 4,4
15. Luís Almeida Martins, Viva Cartago (1984) - 4,1
14. Almada Negreiros, Nome de Guerra (1938 [1925]) - 4,5
13. Baptista-Bastos, Cão Velho Entre Flores (1974) - 4,5
12. Miguel Real, As Memórias Secretas da Rainha D. Amélia (2010) - 4,0
11. Carlos de Oliveira, Alcateia (1944) - 4,4
10. Clara Pinto Correia, Adeus, Princesa (1985) - 4,5
9. António Pedro, Apenas uma Narrativa (1942) - 4,4
8. Carlos de Oliveira, Uma Abelha na Chuva (1953) - 4,5
7. Vergílio Ferreira, Manhã Submersa (1954) - 4,5
6. Nuno Bragança, A Noite e o Riso (1969) - 4,5
5. Soeiro Pereira Gomes, Esteiros (1942) - 4,5
4. Carlos Malheiro Dias, Paixão de Maria do Céu (1902) - 4,3
3. Hélia Correia, O Número dos Vivos (1982) - 4,3
2. Romeu Correia, Calamento (1950) - 4,0
1. Paulo Castilho, Fora de Horas (1989) - 4,3


terça-feira, 2 de outubro de 2018

João de Melo, GENTE FELIZ COM LÁGRIMAS (1988)

«E agora que os anos confundem a ordem e o rigor das emoções dessa viagem para Lisboa, o difícil é reconstituir os nomes, o perfil, a sombra dessas formas escuras, que eram os barcos de então.»

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Jorge Amado, TENDA DOS MILAGRES (1969)

«Aqui ressoam os atabaques, os berimbaus, os ganzás, os agogôs, os pandeiros, os adufes, os caxixis, as cabaças: os instrumentos pobres tão ricos de ritmo e melodia.»