sábado, 29 de dezembro de 2018

confrontações com Dezsö Kostolányi, A COTOVIA (1924)


«O relógio de pêndulo, esse, que balançava na sua caixa de vidro luxuosamente esculpida em madeira, e, no seu balanceiro de cobre amarelo, cortava em bocadinhos o dia que parecia interminável, mostrava a hora: meio-dia e trinta minutos. (tradução de Ernesto Rodrigues)

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Manuel da Fonseca, SEARA DE VENTO (1958)

«Contra a parede negra da lareira, a meio da frouxa claridade, a curva das costas de Júlia, muito magras, aumenta mais o seu ar de desalento.» 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

o quando e o quadro (1870-1879)

1875. O Crime do Padre Amaro (Eça de Queirós)

Edgar Degas, Praça da Concórdia
1878. O Primo Basílio (Eça de Queirós)

Félicien Rops, Pornocrates ou A Dama e o Porco

1879. Eusébio Macário (Camilo Castelo Branco)


Pierre-Auguste Renoir, Almoço no Restaurante Fournaise





quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Camilo Castelo Branco, AMOR DE PERDIÇÃO (1862)

«E história assim poderá ouvi-la a olhos enxutos a mulher, a criatura mais bem formada das branduras da piedade, a que por vezes traz consigo do céu um reflexo da divina misericórdia: essa, a minha leitora, a carinhosa amiga de todos os infelizes, não choraria se lhe dissessem  que o pobre moço perdera honra, reabilitação, pátria, liberdade, irmãs, mãe, vida, tudo, por amor da primeira mulher que o despertou do seu dormir de inocentes desejos?!»

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Almeida Garrett, VIAGENS NA MINHA TERRA (1846)

«Era uma ideia vaga; mais desejo que tenção, que eu tinha há muito de ir conhecer as ricas várzeas desse Ribatejo, e saudar em seu alto cume a mais histórica e monumental das nossas vilas.» 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Agustina Bessa Luís, OS MENINOS DE OURO (1983)


«Mesmo na Transilvânia, com a densa obscuridade que projectam os cedros no espaço vegetal, não se trata apenas de um aglomerado de árvores; há um acordo entre o sentimento humano e aquela formação botânica de raízes e ramos.»

confrontações com Vladimir Korolenko, O SONHO DE MACAR (1885)

«É uma aldeola completamente escondida no coração da taiga, nessas selvas virgens e hiperbóreas do governo de Iakutsk.»  (tradução anónima)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Abel Botelho, O BARÃO DE LAVOS (1891)

«E de cada vez que o moço interpelado se afastava, aborrecido ou indiferente, este noctívago caçador de efebos lá seguia em cata de outro, cortando os grupos, atravessando a rua, numa incoerência de vertigem, não se sabia bem se tiranizado por um vício secreto, se esmagado por uma feroz melancolia.» 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

o quando e o quadro (1860-1869)

1862. Amor de Perdição (Camilo Castelo Branco)

Visconde de Meneses, Retrato da Exmª Viscondessa de Meneses, D. Carlota

Augustus Leopold Egg, Companheiras de Viagem



1867. As Pupilas do Senhor Reitor (Júlio Dinis)

Claude Monet, Regata em Sainte-Adresse

1868. A Morgadinha dos Canaviais (Júlio Dinis). Os Canibais (Álvaro do Carvalhal - póst.). 

Pierre-Auguste Renoir, No Verão





terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Assis Esperança, TRINTA DINHEIROS (1958)

«Como sempre que batem à porta daquele seu gabinete de trabalho, eleva muito a voz, a simular a irritação de quem vê as suas tarefas e lucubrações de dirigente intempestivamente interrompidas.»