«Com a queda do velho Lemos, no Pará, os Alcântaras se mudaram da 23 de Junho para uma das três casas iguais, a do meio, de porta e duas janelas, 160, na Gentil Bittencourt.»
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
confrontações com Selma Lagerlöf, OS MILAGRES DO ANTICRISTO (1897)
«Ora aconteceu que, uma vez, caiu sobre a Terra uma noite muito longa e santa.» (trad. Liliete Martins)
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
confrontações com D. H. Lawrence, A MULHER QUE FUGIU A CAVALO (1925)
«Tinha-lhe parecido que aquele casamento iria ser, entre todos os casamentos, uma aventura.» (trad. Aníbal Fernandes)
Dinis Machado, O QUE DIZ MOLERO (1977)
«"Lembre-se do que lhe disse, Austin, todas as infâncias são estranhas, o que equivale a dizer que nenhuma delas o é."»
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Carlos Vale Ferraz, NÓ CEGO (1983)
«Depois aproximou-se do soldado ferido deitado no chão, com um dos pés transformado numa bola de massa onde se misturavam o coiro preto da bota, a terra castanha empapada em sangue e donde emergiam tendões brancos desligados dos ossos.»
João de Melo, LUGAR CAÍDO NO CREPÚSCULO (2014)
«Encostando o ombro a uma esquina do velho Teatro Nacional, onde tantas vezes fora aplaudido e ovacionado, pôs-se a ouvir o movimento surdo e enrolado da cidade.»
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Carlos de Oliveira, UMA ABELHA NA CHUVA (1953)
«O escritório do Medeiros, director da Comarca, era escuro e desconfortável; uma vulgar secretária de pinho, dois ou três cadeirões com almofadas de palha, um quebra-luz de missanga na lâmpada do tecto e montes de jornais aos cantos; cheirava a pó como num caminho de estio.»
domingo, 13 de janeiro de 2019
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
confrontações com Gabriel García Márquez, MEMÓRIA DAS MINHAS PUTAS TRISTES (2004)
«No ano dos meus noventa anos quis oferecer a mim mesmo uma noite de amor louco com uma adolescente virgem.» (trad. Maria do Carmo Abreu)
confrontações com Milan Kundera, A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER (1983)
«O eterno retorno é uma ideia misteriosa de Nietzsche que, com ela, conseguiu dificultar a vida a não poucos filósofos: pensar que, um dia, tudo o que se viveu se há-de repetir outra vez e que essa repetição se há-de repetir ainda uma e outra vez, até ao infinito!» (trad. Joana Varela)
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Luís de Magalhães, O BRASILEIRO SOARES (1886)
«Ao tempo da sua partida, quando os pais o foram despedir a bordo da galera América, ele era um minhoto atarracado, de largos ombros, biceps de atleta, tórax saliente, e o pescoço curto e grosso, como o dos valentes bois do Barroso.»
Aquilino Ribeiro, ANDAM FAUNOS PELOS BOSQUES (1926)
«E, pelos rasgões do chambre, um seio branco, rechonchudo, com mais vergonha que se o Padre Santo António lhe publicasse os segredos, mostrava o mamilo, tão rubro, tão jucundo como o morango primeiro que pinta no morangal.»
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Assis Esperança, SERVIDÃO (1946)
«Não mais o frio das noites frias, a esteira, no chão, a fazer de cama para ela e para os irmãos, "cobertas de farrapos" a cobrirem-nos, por mantas quentes os jornais que a mãe estendia entre coberta e coberta: dispunha, agora e para sempre, de um leito nupcial, de príncipes, almofadas e almofadões a adornarem-no.»
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