quinta-feira, 13 de junho de 2019

Alexandre Herculano, EURICO O PRESBÍTERO (1844)

«O povo, esmagado debaixo do peso dos tributos, dilacerado pelas lutas dos bandos civis, prostituído às paixões dos poderosos, esquecera  completamente as virtudes guerreiras de seus avós.» 

sábado, 8 de junho de 2019

Ferreira de Castro, EMIGRANTES (1928)


«Automaticamente os seus dedos nodosos iam enrolando novo cigarro, enquanto o ombro esquerdo procurava suporte no tronco rugoso dum sobreiro.» 

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Eduardo Frias e Ferreira de Castro, A BOCA DA ESFINGE (1924)



«E como a corroborar as últimas palavras da mulher, um criado passou pelo convés agitando uma grande campainha: -- miniatura de sino dobrando tristeza: -- avisando aos estranhos que estavam a bordo, que deviam abandonar o navio, porque este ia partir.»

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Tomás Ribeiro Colaço, A CALÇADA DA GLÓRIA (1947)

«Já então um pouco obeso, mas empertigado por aquela volúpia do próprio mérito, que é sugestiva como um cartaz, -- principiava a usar o seu famoso chapéu preto de grandes abas, que implantava um pouco à banda, com audácia, sobre penungens dizimadas pela seborreia.»

terça-feira, 28 de maio de 2019

segunda-feira, 27 de maio de 2019

João Gaspar Simões, ELÓI OU ROMANCE NUMA CABEÇA (1932)

«Lamenta não poder ver a escuridão, porque lhe cobrem a vista novelos de claridade absurdamente negros: novelos ou passadeiras de matéria luminosa que, do que supõe o tecto, descem, pesados, para o que supõe o chão.» 

Manuel da Fonseca, CERROMAIOR (1943)

«Uma cabeça pequenina, cabelo rapado e com o maxilar inferior tão largo e comprido que parecia impedi-lo de fechar completamente a boca.» 

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Manuel Ribeiro, A CATEDRAL (1920)

«Súbito uma revoada de vozes escapou-se em surdina do âmago da igreja e derramou pelos claustros o clamor inquietante duma dolência arrastada.» 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

António Alçada Baptista, TIA SUZANA, MEU AMOR (1989)

«Quando, há muitos anos, o Sr. Trocato me contou as razões por que não acreditava na história que corria sobre a morte do Dr. Júlio Fernandes da Silva e da mulher, eu não tive dúvida de que aquilo foi um crime porque me lembrei logo da minha tia Suzana.»

segunda-feira, 13 de maio de 2019

domingo, 12 de maio de 2019

Alves Redol, FANGA (1943)

«Até hoje, e já lá vão muitos anos, nunca vi o mar, embora dele tenha ouvido contar muitas histórias, e, não sei porquê, parece-me que o conheço todo só por causa daquela fotografia.»