«Eu, que nunca fui poeta, não consigo ignorar o encanto docemente melancólico do crepúsculo, quando a noite desce devagar.»
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quarta-feira, 24 de julho de 2019
terça-feira, 23 de julho de 2019
José Régio, JOGO DA CABRA CEGA (1934)
«Sentei-me, contra o muro, a uma das mesas do mais vulgar mármore rosa, e mandei vir não sei quê que me não apetecia tomar.»
segunda-feira, 22 de julho de 2019
confrontações com Arundhati Roy, O DEUS DAS PEQUENAS COISAS (1997)
«A velha casa na colina usava o telhado inclinado com beiral como quem usa um chapéu de aba descaída enterrado até às orelhas.» (trad. Teresa Casal)
domingo, 21 de julho de 2019
confrontações com Alejo Carpentier, A PERSEGUIÇÃO (1956)
«Apesar de estar a tocar a segunda chamada, continuavam todos ali, em cachos, para respirarem o cheiro a molhado, a verde dos álamos, a relvas regadas, que refrescava os rostos suados, misturando-se com hálitos de terra e de crostas cujas gretas se fechavam ao fim de longa seca.» (trad. Margarida Santiago)
sexta-feira, 19 de julho de 2019
confrontaçãoes com Philip Roth, A MANCHA HUMANA (2000)
«Chamava-se Faunia Farley e, fossem quais fossem os sofrimentos que suportava, escondia-os atrás de um daqueles inexpressivos rostos ossudos que não escondem nada e denunciam uma imensa solidão.» (trad. Fernanda Pinto Rodrigues)
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Jorge Amado, A DESCOBERTA DA AMÉRICA PELOS TURCOS (1994)
«O mouro Bichara, engajado quem sabe a pulso, um dos tantos heróis esquecidos na hora das celebrações e das recompensas: o almirante cobre-se de glória, os marinheiros cobrem-se de merda -- apesar de erudito, Raduan Murad tinha a boca suja.»
Raul Brandão, HÚMUS (1917)
«Sobre isto, um tom denegrido e uniforme: a humidade entranhou-se na pedra, o sol entranhou-se na humidade.»
terça-feira, 9 de julho de 2019
segunda-feira, 8 de julho de 2019
José Eduardo Agualusa, A CONJURA (1989)
«Para o humilde autor deste relato, os casos tiveram o seu berço foi mesmo nesse esquecido ano de mil oitocentos e oitenta, aquando da chegada a Luanda de um moço benguelense, de sua graça Jerónimo Caninguili.»
domingo, 7 de julho de 2019
Manuel Ferreira, HORA DI BAI (1962)
«Respondiam três, respondiam quatro, sabia-se lá, e abriam caminho a disputar a primazia, procurando iludir o sobrenome de baptismo.»
sábado, 6 de julho de 2019
Ferreira de Castro, A CURVA DA ESTRADA (1950)
«Sempre de nariz no ar e olhos investigadores ao lado dos operários, que a detestavam porque ela intervinha em todos os pormenores -- olhe isto, olhe aquilo, assim não está bem, faça assim, faça assado -- de tal forma se portara que, durante semanas e mais semanas, a vida tivera um incómodo sentido provisório no meio do movimento e da desordem em que tudo aquilo andava.»
quarta-feira, 3 de julho de 2019
João Guimarães Rosa, GRANDE SERTÃO: VEREDAS (1956)
«Ainda o senhor estude: agora mesmo, nestes dias de época, tem gente porfalando que o Diabo próprio parou, de passagem, no Andrequicé.»
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Eça de Queirós, A CIDADE E AS SERRAS (póst., 1901)
«Na estrada de Orléans, numa noite agreste, o eixo da berlinda em que jornadeavam partiu, e o nédio senhor, a delicada senhora da casa da Avelã, o menino, marcharam três horas na chuva e na lama do exílio até uma aldeia, onde, depois de baterem como mendigos a portas mudas, dormiram nos bancos de uma taberna.»
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