«Ai os turcos, uns porcos, tanto comiam batata crua, como comiam carne de gazela, uma carne preta que eu não sei o que era aquilo, mas remelgavam os olhos quando vissem a gente comendo carne de porco!»
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terça-feira, 27 de agosto de 2019
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Camilo Castelo Branco, A FILHA DO REGICIDA (1875)
«Ainda os membros dispersos do cadáver de Domingos Leite Pereira apodreciam nos postes, quando saiu uma procissão de triunfo a desempestar especialmente as Ruas dos Torneiros e da Fancaria.»
sábado, 17 de agosto de 2019
Júlio Dinis, A MORGADINHA DOS CANAVIAIS (1868)
«O leitor provavelmente há-de ter jornadeado alguma vez; sabe portanto que o grato e quase voluptuoso alvoroço, com que se concebe e planiza qualquer projecto de viagem, assim como a suave recordação que dela guardamos depois, são coisas de incomparavelmente maiores delícias, do que as impressões experimentadas no próprio momento de nos vermos errantes em plena estrada ou pernoitando nas estalagens, e mormente nas clássicas estalagens das nossas províncias.»
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
Vitorino Nemésio, MAU TEMPO NO CANAL (1944)
«A fúria do cão enchia-o de um atrevimento nervoso, como se Margarida estivesse em perigo ou o quisesse experimentar criando-lhe um inimigo inferior.»
quarta-feira, 31 de julho de 2019
José Saramago, LEVANTADO DO CHÃO (1980)
«Depois os ossos ficam limpos, tanto lhes faz, de chuva lavados, de sol cozidos, e se era pequeno o bicho nem a tal chega porque vieram os vermes e os insectos coveiros e enterraram-no.»
terça-feira, 30 de julho de 2019
Camilo Castelo Branco, A FILHA DO ARCEDIAGO (1854)
«Era uma paixão, uma paixão da alma, a mocidade na velhice, essa ânsia impotente dum coração que quer romper os tecidos atrofiados de cinquenta e cinco anos para dar quatro pulos em pleno ar.»
quinta-feira, 25 de julho de 2019
Raul Brandão, A FARSA (1903)
«Depois o silêncio, a mudez concentrada da noite, a nuvem negra coalhada sobre as ruínas da vila toda lavada em lágrimas.»
quarta-feira, 24 de julho de 2019
Isabel Rio Novo, A FEBRE DAS ALMAS SENSÍVEIS (2018)
«Eu, que nunca fui poeta, não consigo ignorar o encanto docemente melancólico do crepúsculo, quando a noite desce devagar.»
terça-feira, 23 de julho de 2019
José Régio, JOGO DA CABRA CEGA (1934)
«Sentei-me, contra o muro, a uma das mesas do mais vulgar mármore rosa, e mandei vir não sei quê que me não apetecia tomar.»
segunda-feira, 22 de julho de 2019
confrontações com Arundhati Roy, O DEUS DAS PEQUENAS COISAS (1997)
«A velha casa na colina usava o telhado inclinado com beiral como quem usa um chapéu de aba descaída enterrado até às orelhas.» (trad. Teresa Casal)
domingo, 21 de julho de 2019
confrontações com Alejo Carpentier, A PERSEGUIÇÃO (1956)
«Apesar de estar a tocar a segunda chamada, continuavam todos ali, em cachos, para respirarem o cheiro a molhado, a verde dos álamos, a relvas regadas, que refrescava os rostos suados, misturando-se com hálitos de terra e de crostas cujas gretas se fechavam ao fim de longa seca.» (trad. Margarida Santiago)
sexta-feira, 19 de julho de 2019
confrontaçãoes com Philip Roth, A MANCHA HUMANA (2000)
«Chamava-se Faunia Farley e, fossem quais fossem os sofrimentos que suportava, escondia-os atrás de um daqueles inexpressivos rostos ossudos que não escondem nada e denunciam uma imensa solidão.» (trad. Fernanda Pinto Rodrigues)
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Jorge Amado, A DESCOBERTA DA AMÉRICA PELOS TURCOS (1994)
«O mouro Bichara, engajado quem sabe a pulso, um dos tantos heróis esquecidos na hora das celebrações e das recompensas: o almirante cobre-se de glória, os marinheiros cobrem-se de merda -- apesar de erudito, Raduan Murad tinha a boca suja.»
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