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quarta-feira, 31 de julho de 2019

José Saramago, LEVANTADO DO CHÃO (1980)

«Depois os ossos ficam limpos, tanto lhes faz, de chuva lavados, de sol cozidos, e se era pequeno o bicho nem a tal chega porque vieram os vermes e os insectos coveiros e enterraram-no.»

domingo, 21 de julho de 2019

confrontações com Alejo Carpentier, A PERSEGUIÇÃO (1956)

«Apesar de estar a tocar a segunda chamada, continuavam todos ali, em cachos, para respirarem o cheiro a molhado, a verde dos álamos, a relvas regadas, que refrescava os rostos suados, misturando-se com hálitos de terra e de crostas cujas gretas se fechavam ao fim de longa seca.» (trad. Margarida Santiago)

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Eça de Queirós, A CIDADE E AS SERRAS (póst., 1901)

«Na estrada de Orléans, numa noite agreste, o eixo da berlinda em que jornadeavam partiu, e o nédio senhor, a delicada senhora da casa da Avelã, o menino, marcharam três horas na chuva e na lama do exílio até uma aldeia, onde, depois de baterem como mendigos a portas mudas, dormiram nos bancos de uma taberna.» 

sábado, 15 de junho de 2019

confrontações com George Orwell, MIL NOVECENTOS E OITENTA E QUATRO (1949)

«Winston Smith, de queixo fincado no peito num esforço para fugir ao vento impiedoso, esgueirou-se rápido pelas portas de vidro da Mansão Vitória; não tão rapidamente, porém, que pudesse impedir um turbilhão de terra entrar com ele.» (trad. L. Morais)

sábado, 29 de dezembro de 2018

Soeiro Pereira Gomes, ESTEIROS (1941)

«Com os prenúncios de Outono, as primeiras chuvas encheram de frémitos o lodaçal negro dos esteiros, e o vento agreste abriu buracos nos trapos dos garotos, num arrepio de águas e de corpos.»

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Carlos de Oliveira, UMA ABELHA NA CHUVA (1953)

«Atravessou de novo a praça, batendo pausadamente o tacão das botas, deixando cair os últimos pingos de lama, e dirigiu-se à redacção da Comarca de Corgos, sempre no mesmo passo oscilante e pesado, como se o levasse a custo o vento que arrastava no chão as folhas quase podres dos plátanos.» 

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Orlando da Costa, O SIGNO DA IRA (1962)


«Nas alagoas cavadas pelas mãos dos homens as águas aprisionadas às chuvas como que pressentem que cedo se lhes vai abrir um caminho, enquanto a ténue neblina sobre elas suspensa desfaz-se apressadamente, surpreendida pelo dia que surge.»

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Carlos Vale Ferraz, NÓ CEGO (1983)

«Naquela fornalha do auge da época seca, onde não corria uma aragem, eles e uns mosquitos pequenos que se metiam pelos olhos, pela boca, pelo nariz, como se fossem cegos, pareciam ser os únicos bichos vivos.»


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

José Saramago, O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS (1984)

«Em dias de amena meteorologia, o Highland Brigade é jardim de crianças e paraíso de velhos, porém não hoje, que está chovendo e não iremos ter outra tarde.»

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Orlando da Costa, O SIGNO DA IRA (1960)

«Ao longo das madrugadas um frémito de frescura vem fundir-se com a seca quietação da terra e agitar levemente a superfície parada das águas represadas. » 

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

confrontações com Joseph Conrad: O CORAÇÃO DAS TREVAS (1899)

«O ar estava sombrio acima de Gravesend, e mais longe parecia condensar-se numa treva desolada que pesava, imóvel, sobre a mais vasta e grandiosa cidade do mundo.»  (trad. Aníbal Fernandes)

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Jorge Amado, SEARA VERMELHA (1946)

«Artur olhou as árvores que se estendiam por detrás da casa-grande, os galhos docemente agitados pela brisa, e sorriu imaginando que as árvores estavam satisfeitas após a chuva tão esperada.»