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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Ferreira de Castro, A MISSÃO (1954)

«No telhado antigo, com o pó dos tempos fixado em crostas esverdeadas que nenhuma chuva conseguia lavar, os pardais faziam o ninho na Primavera.»

terça-feira, 8 de outubro de 2019

José Saramago, A JANGADA DE PEDRA (1986)

«Mas não podendo o sempre durar sempre, como explicitamente nos tem ensinado a idade moderna, bastou que nestes dias, a centenas de quilómetros de Cerbère, em um lugar de Portugal de cujo nome nos lembraremos mais tarde, bastou que a mulher Joana Carda riscasse o chão com a vara de negrilho, para que todos os cães de além saíssem vociferantes, eles que, repete-se, nunca tinham ladrado.» 

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Eduardo Frias e Ferreira de Castro, A BOCA DA ESFINGE (1924)



«E como a corroborar as últimas palavras da mulher, um criado passou pelo convés agitando uma grande campainha: -- miniatura de sino dobrando tristeza: -- avisando aos estranhos que estavam a bordo, que deviam abandonar o navio, porque este ia partir.»

sábado, 29 de dezembro de 2018

confrontações com Dezsö Kostolányi, A COTOVIA (1924)


«O relógio de pêndulo, esse, que balançava na sua caixa de vidro luxuosamente esculpida em madeira, e, no seu balanceiro de cobre amarelo, cortava em bocadinhos o dia que parecia interminável, mostrava a hora: meio-dia e trinta minutos. (tradução de Ernesto Rodrigues)

terça-feira, 2 de outubro de 2018

João de Melo, GENTE FELIZ COM LÁGRIMAS (1988)

«E agora que os anos confundem a ordem e o rigor das emoções dessa viagem para Lisboa, o difícil é reconstituir os nomes, o perfil, a sombra dessas formas escuras, que eram os barcos de então.»

quarta-feira, 9 de maio de 2018

José Eduardo Agualusa, A CONJURA (1989)

«Os acontecimentos se amarrariam uns aos outros -- uns puxando os outros -- através do confuso turbilhão das noites e dos dias.» 

terça-feira, 17 de abril de 2018

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

pontos prévio: Alves Redol, BARRANCO DE CEGOS (1961)

«Já lá vão quase cinquenta anos, tempo suficiente para que um lago se torne num pântano ou uma estrela distante e misteriosa se transforme num mundo corriqueiro, ambos possíveis por obra dos homens.»