«Se comparo o Amor de Perdição, cuja 5.ª edição me parece um êxito fenomenal e extralusitano, com O crime do Padre Amaro e O primo Basílio, confesso, voluntariamente resignado, que para o esplendor desses dois livros foi preciso que a Arte se ataviasse dos primores lavrados no transcurso de dezasseis anos. O Amor de Perdição, visto à luz eléctrica do criticismo moderno, é um romance romântico, declamatório, com bastantes aleijões líricos, e uma ideias celeradas que chegam a tocar no desaforo do sentimentalismo.. Eu não cessarei de dizer mal desta novela, que tem a brutal insolência de não devassar alcovas, a fim de que as senhoras a possam ler nas salas, em presença de suas filhas ou de suas mães, e não precisem de esconder-se com o livro no seu quarto de banho. Dizem, porém, que o Amor de Perdição fez chorar. Mau foi isso. Mas agora, como indemnização, faz rir; tornou-se cómico pela seriedade antiga, pelo raposinho que lhe deixou o ranço das velhas histórias do Trancoso e do padre Teodoro de Almeida.» Amor de Perdição, «Prefácio da quinta edição», 1879.
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- a guerra é a guerra
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- estesias
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- eu tenho a paixão das árvores
- incipit
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- literatura, literatura, literatura
- margens, de várias maneiras
- motu proprio
- noite, doce noite
- o desejo
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- o peso da História
- o quando e o quadro
- o sangue
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- o sonho da razão
- o tempo que passa
- oh, as casas
- paisagem
- Portugal a várias vozes
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