quinta-feira, 19 de abril de 2018

Raul Brandão

«É um pobre -- é um pobre de pedir --, é um fantasma.» Raul Brandão, O Pobre de Pedir (póstumo, 1931)

Vergílio Ferreira

«Minha mãe veio ainda à igreja, pela madrugada, ver-me partir; mas sentindo-me tão distante como se eu fosse preso, como se eu já pertencesse a um mundo que não era o seu -- mal me falou.» Vergílio Ferreira, Manhã Submersa (1954)

terça-feira, 17 de abril de 2018

Orlando da Costa

«Mal sentem esse cheiro a terra que todos os anos desce dos contrafortes dos Gates e percorre o mesmo caminho dos rios e das pequenas cordilheiras até chegar às planícies mais baixas, os búfalos sabem que novamente a terra os espera.» Orlando da Costa, O Signo da Ira (1962)

Raul Brandão

«Já o passado fica muito longe, já as figuras de apagadas mal se distinguem e ainda a poeira de sonho teima lá no fundo...» Raul Brandão, A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore (1926)

segunda-feira, 16 de abril de 2018

José Miguel Silva

«A poesia que foi tudo, é quase nada, / se não cura, não faz pão, não tira nódoas / do tecido social.» José Miguel Silva, «What use?»Walkmen (2007)

domingo, 15 de abril de 2018

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Júlio Dinis


«Era nos extremos do Minho e onde esta risonha e feracíssima província começa já a ressentir-se, senão ainda nos vales e planuras, nos visos dos outeiros pelo menos, da vizinhança de sua irmã, a alpestre e severa Trás-os-Montes.»  Júlio Dinis, A Morgadinha dos Canaviais (1868)

António Pedro

«E andam sombras pelas sombras / enquanto a noite caminha, / dês que o luar dealbou...» António Pedro, Diário (1929)

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ferreira de Castro

«O Sol, já quase horizontal, com seus raios a morrerem no gume das montanhas, recortava-lhe a figura, sobre a pileca.» Ferreira de Castro, Terra Fria (1934)

quarta-feira, 11 de abril de 2018

José Saramago

«Por muito que do resto lhe falte, a paisagem sempre sobrou, abundância que só por milagre infatigável se explica, porquanto a paisagem é sem dúvida anterior ao homem, e apesar disso, de tanto existir, não se acabou ainda.» José Saramago, Levantado do Chão (1980)

terça-feira, 10 de abril de 2018

Cesário Verde

«Eu ontem encontrei-a, quando vinha, / Britânica, e fazendo-me assombrar; / Grande dama fatal, sempre sòzinha, / E com firmeza e música no andar!» O Livro de Cesário Verde (póstumo, 1887)

domingo, 8 de abril de 2018

A novelística - II: 4-4,5

27. Álvaro Guerra, Café República (1982) - 4,5
26. Ângela Caires, Daqui em Diante Só Há Dragões (1988) -- 4,4
25. Abel Botelho, O Barão de Lavos (1891) - 4,5
24. José Cardoso Pires, Alexandra Alpha (1987) - 4,3
23. M. Teixeira-Gomes, Maria Adelaide (1938) - 4,0 
22. Eça de Queirós, A Tragédia da Rua das Flores (1980, póstumo) - 4,5
21. Diana de Liz, Memórias duma Mulher da Época (1932, póstumo) - 4,4
20. Raul Brandão, O Pobre de Pedir, (1931, póstumo) - 4,4
19. João Pedro de Andrade, A Hora Secreta (1942) - 4,3
18. Camilo Castelo Branco, O Judeu (1866) - 4,3
17. Manuel da Silva Ramos, Café Montalto (2002) - 4,5
16. Fernando Assis Pacheco, Trabalhos e Paixões de Benito Prada (1993) - 4,4
15. Luís Almeida Martins, Viva Cartago (1984) - 4,1
14. Almada Negreiros, Nome de Guerra (1938 [1925]) - 4,5
13. Baptista-Bastos, Cão Velho Entre Flores (1974) - 4,5
12. Miguel Real, As Memórias Secretas da Rainha D. Amélia (2010) - 4,0
11. Carlos de Oliveira, Alcateia (1944) - 4,4
10. Clara Pinto Correia, Adeus, Princesa (1985) - 4,5
9. António Pedro, Apenas uma Narrativa (1942) - 4,4
8. Carlos de Oliveira, Uma Abelha na Chuva (1953) - 4,5
7. Vergílio Ferreira, Manhã Submersa (1954) - 4,5
6. Nuno Bragança, A Noite e o Riso (1969) - 4,5
5. Soeiro Pereira Gomes, Esteiros (1942) - 4,5
4. Carlos Malheiro Dias, Paixão de Maria do Céu (1902) - 4,3
3. Hélia Correia, O Número dos Vivos (1982) - 4,3
2. Romeu Correia, Calamento (1950) - 4,0
1. Paulo Castilho, Fora de Horas (1989) - 4,3


sábado, 7 de abril de 2018

José Régio

«Noites havia, sim, em que simplesmente apreciava a noite: O aspecto de mascaradas, ou desmascaradas, que certas casas têm a certas horas; o silêncio das ruas e a sonoridade das pedras; ; os vultos que se esgueiram, ou esperam à esquina, ou se cosem às paredes, ou nos roçam o ombro, ou nos pedem lume, ou falam alto; e depois esboços de paisagens, ou transfigurações inesperadas de coisas que à luz do dia são banais.» José Régio, Jogo da Cabra Cega (1934)