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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

confrontações com Pierre Louÿs, A MULHER E O FANTOCHE (1898)

«Todas as jovens da região vieram nesse dia a Sevilha, as generosas cabeleiras pendentes brilhando à luz do Sol, emoldurando, graciosas, os rostos corados que se debruçam.» (trad. Emanuel Godinho Lourenço)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

David Mourão-Ferreira, UM AMOR FELIZ (1986)



«Chegar, deitar-se: por vezes os dois actos sucedem-se e encadeiam-se com tal rapidez como se entre ambos não decorresse, hesitante ou cegamente precipitada, aquela operação, um tanto mágica à força de tão simples, de primeiro se descalçar, de logo em seguida se despir.»


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Aquilino Ribeiro, ANDAM FAUNOS PELOS BOSQUES (1926)

«E, pelos rasgões do chambre, um seio branco, rechonchudo, com mais vergonha que se o Padre Santo António lhe publicasse os segredos, mostrava o mamilo, tão rubro, tão jucundo como o morango primeiro que pinta no morangal.»

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Abel Botelho, O BARÃO DE LAVOS (1891)

«E de cada vez que o moço interpelado se afastava, aborrecido ou indiferente, este noctívago caçador de efebos lá seguia em cata de outro, cortando os grupos, atravessando a rua, numa incoerência de vertigem, não se sabia bem se tiranizado por um vício secreto, se esmagado por uma feroz melancolia.» 

domingo, 28 de outubro de 2018

Clara Pinto Correia, ADEUS, PRINCESA (1985)

«Passou-lhe uma mão brusca pela cintura, e o assomo que lhe comandara o gesto revelava-se de qualquer sentimento estranhamente próximo do carinho.»

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Abel Botelho, O BARÃO DE LAVOS (1891)

«No olhar, dilatado e teimoso, duma secura inflamada e vítrea, fulgurava a obstinação dum desejo; ao passo que na boca a brasa do charuto, numa febre de pequeninos movimentos bruscos, denotava que os lábios e as maxilas eram nervosamente sacudidos por uma forte preocupação animal.»

quinta-feira, 22 de março de 2018

Eça de Queirós, O PRIMO BASÍLIO (1878)


«Roupão de manhã de fazenda preta, bordado a soustache, com largos botões de madrepérola; o cabelo louro um pouco desmanchado, com um tom seco do calor do travesseiro, enrolava-se, torcido no alto da cabeça pequenina, de perfil bonito; a sua pele tinha a brancura tenra e láctea das louras: com o cotovelo encostado à mesa acariciava a orelha, e, no movimento lento e suave dos seus dedos, dois anéis e rubis miudinhos davam cintilações escarlates.»