«Ainda os membros dispersos do cadáver de Domingos Leite Pereira apodreciam nos postes, quando saiu uma procissão de triunfo a desempestar especialmente as Ruas dos Torneiros e da Fancaria.»
cronologia dos autores
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quarta-feira, 21 de agosto de 2019
quinta-feira, 25 de julho de 2019
Raul Brandão, A FARSA (1903)
«Depois o silêncio, a mudez concentrada da noite, a nuvem negra coalhada sobre as ruínas da vila toda lavada em lágrimas.»
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Raul Brandão, HÚMUS (1917)
«Sobre isto, um tom denegrido e uniforme: a humidade entranhou-se na pedra, o sol entranhou-se na humidade.»
quinta-feira, 13 de junho de 2019
Alexandre Herculano, EURICO O PRESBÍTERO (1844)
«O povo, esmagado debaixo do peso dos tributos, dilacerado pelas lutas dos bandos civis, prostituído às paixões dos poderosos, esquecera completamente as virtudes guerreiras de seus avós.»
sexta-feira, 15 de março de 2019
segunda-feira, 4 de março de 2019
Manuel Ribeiro, A CATEDRAL (1920)
«Neste jardim, que só os cónegos velhos frequentavam em manhãs de bom sol morno no intervalo do serviço religioso, não passeava a esta hora ninguém; e dos claustros, igualmente desertos, subia o silêncio de ruínas mortas, entrecortado pelo murmúrio argentino dum turíbulo que oscilava, com isócrona cadência, por detrás da capela-mor, nas mãos diáfanas duma criança grave.»
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Assis Esperança, SERVIDÃO (1946)
«Não mais o frio das noites frias, a esteira, no chão, a fazer de cama para ela e para os irmãos, "cobertas de farrapos" a cobrirem-nos, por mantas quentes os jornais que a mãe estendia entre coberta e coberta: dispunha, agora e para sempre, de um leito nupcial, de príncipes, almofadas e almofadões a adornarem-no.»
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
testemunho: Reinaldo Ferreira (Repórter X), MEMÓRIAS DE UM EX-MORFINÓMANO (1933)
«Mesmo antes de despertar -- um sonho me alvissarou que era hoje; um sonho em contorções e desesperos de pesadelos; seringas que se quebravam nas mãos, agulhas que me fugiam por entre os dedos, frascos de droga que se esvaziavam, por diabólico ilusionismo -- no próprio instante da picada.»
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Manuel da Fonseca, SEARA DE VENTO (1958)
«Contra a parede negra da lareira, a meio da frouxa claridade, a curva das costas de Júlia, muito magras, aumenta mais o seu ar de desalento.»
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Raul Brandão, A FARSA (1903)
«E sob a chuva ininterrupta, sob as cordas incessantes, a vila, envolta na treva glacial, parece lavada em lágrimas...»
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Assis Esperança, PÃO INCERTO (1964)
«Residências a caírem de velhas ou de mal-construídas, rebocos a cobrirem-lhes as fendas e rugas, as suas janelículas, a metros do solo, ostentam-lhes a presunção de inexpugnáveis.»
segunda-feira, 25 de junho de 2018
segunda-feira, 23 de abril de 2018
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