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domingo, 12 de janeiro de 2020

Camilo Castelo Branco, AMOR DE PERDIÇÃO (1862)

«Antes de entrar na avoenga liteira de seu marido, perguntou, com a mais refalsada seriedade, se não haveria risco de ir dentro daquela antiguidade. »

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Coelho Neto, A CAPITAL FEDERAL (1893)

«Para estar de acordo com o horário dos trens devíamos chegar às oito horas e alguns minutos à estação, e estou certo de que assim teria acontecido se não fosse o folgado e paciente atraso de duas horas e meia, que tivemos de aturar dentro dos compridos wagons de primeira classe, nada inferiores ao cárcere duro. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Machado de Assis, DOM CASMURRO (1904)

«Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu.» 

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Eça de Queirós, A CIDADE E AS SERRAS (póst., 1901)

«Na estrada de Orléans, numa noite agreste, o eixo da berlinda em que jornadeavam partiu, e o nédio senhor, a delicada senhora da casa da Avelã, o menino, marcharam três horas na chuva e na lama do exílio até uma aldeia, onde, depois de baterem como mendigos a portas mudas, dormiram nos bancos de uma taberna.» 

quarta-feira, 19 de junho de 2019

João de Melo, GENTE FELIZ COM LÁGRIMAS (1988)

«As irmãzinhas haviam-na abandonado num camarote sem ar e sem vigias: uma luz mortuária por cima da cabeça, sacos de plástico para o enjoo arrumados numa bolsinha fatídica, o beliche estreito e uma mistura dos cheiros que só existem nos barcos -- salitre, tintas quentes e o amoníaco entorpecente das latrinas muito próximas.»

domingo, 17 de março de 2019

confrontações com Thomas Mann, A MONTANHA MÁGICA (1924)

«É um comboio de via reduzida o que ali tomamos depois de prolongada espera, numa paisagem varrida pelo vento e desprovida de encantos.»  (trad. Herbert Caro)

domingo, 2 de dezembro de 2018

Ferreira de Castro, A TEMPESTADE (1940)


«Um vaporzito, com graciosidade de gaivota e calentura de forno, largou de ao pé da Kars-en-Nil e, apitando aqui e ali, que o tráfego fluvial era grande em frente da cidade, começou a subir o rio sagrado.» do «Pórtico»