«Pequeno, dez, onze anos melancólicos e tímidos, subíamos ao cume da serra que padroa a casa onde nascemos e ali, entre urzes e pinheiros, nos quedávamos a contemplar vizinhas terras.»
cronologia dos autores
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segunda-feira, 11 de março de 2019
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
Dinis Machado, O QUE DIZ MOLERO (1977)
«"Lembre-se do que lhe disse, Austin, todas as infâncias são estranhas, o que equivale a dizer que nenhuma delas o é."»
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Assis Esperança, SERVIDÃO (1946)
«Não mais o frio das noites frias, a esteira, no chão, a fazer de cama para ela e para os irmãos, "cobertas de farrapos" a cobrirem-nos, por mantas quentes os jornais que a mãe estendia entre coberta e coberta: dispunha, agora e para sempre, de um leito nupcial, de príncipes, almofadas e almofadões a adornarem-no.»
sábado, 5 de janeiro de 2019
memórias: Ferreira de Castro [MEMÓRIAS INÉDITAS ] (1931)
«Sentei-me a uma das carteiras e, não tendo coragem de levantar os olhos, fixei-os no abecedário, que crescia e se deformava constantemente.»
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
crónica: Fialho de Almeida, À ESQUINA (1903)
«Persuado-me também que à posteridade pouco se dará que eu tenha nascido em Vila de Frades, no largo da Misericórdia, numa casinha de taipa construída por pedreiros da minha gente, e que haja sido meu pai, mestre-escola da terra, e tipo de santo austero numa alma de sonhador sempre calado, que protegesse e dirigisse os rudimentos da minha educação.» -- «Eu»
terça-feira, 19 de junho de 2018
segunda-feira, 11 de junho de 2018
quarta-feira, 14 de março de 2018
Alves Redol, FANGA (1943)
«Minha mãe fez-me um almoço de pão de milho e azeitonas, meteu-me tudo num cesto que enfiei no braço e, enquanto o meu pai aparelhava a burrita, dei uma corrida a casa da avó Caixinha para me mostrar.»
sexta-feira, 9 de março de 2018
pontos prévios: Alves Redol, BARRANCO DE CEGOS (1961)
«Contaram-me que numa tarde de domingo, daquelas em que meu avô, seu criado e maioral das éguas, vinha aviar o alforge para quinze dias de Lezíria, o patrão Diogo nos viu juntos e se dignou, sem nojo, concretizar uma carícia nos cabelos encaracolados da minha cabeça de menino pobre.»
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