cronologia dos autores

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terça-feira, 18 de agosto de 2020

"noite, doce noite"

António Carneiro, Nocturno (1911) 


Raul Brandão - «E noite, cerração compacta, névoa e granito formam um todo homogéneo para construírem um imenso e esfarrapado burgo de pedra e sonho.» A Farsa  (1903)

Francisco Costa - «Nessa noite de Julho, ao regressar a casa, deve ter parado, atónito, no meio da rua deserta: embora passasse da meia-noite, havia, na janela da frente, um risco de luz vertical!»  Cárcere Invisível  (1949).

José Régio - «Noites havia, sim, em que simplesmente apreciava a noite: O aspecto de mascaradas, ou desmascaradas, que certas casas têm a certas horas; o silêncio das ruas e a sonoridade das pedras; os vultos que se esgueiram, ou esperam à esquina, ou se cosem às paredes, ou nos roçam o ombro, ou nos pedem lume, ou falam alto; e depois esboços de paisagens, ou transfigurações inesperadas de coisas que à luz do dia são banais.» Jogo da Cabra-Cega (1934)


terça-feira, 23 de julho de 2019

José Régio, JOGO DA CABRA CEGA (1934)

«Sentei-me, contra o muro, a uma das mesas do mais vulgar mármore rosa, e mandei vir não sei quê que me não apetecia tomar.» 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

segunda-feira, 23 de abril de 2018

1 verso de José Régio


«É a vida a dar socos na porta.»
José Régio, «Meu menino, ino, ino», As Encruzilhadas de Deus (1936)

sábado, 7 de abril de 2018

José Régio, JOGO DA CABRA-CEGA (1934)



«Noites havia, sim, em que simplesmente apreciava a noite: O aspecto de mascaradas, ou desmascaradas, que certas casas têm a certas horas; o silêncio das ruas e a sonoridade das pedras; os vultos que se esgueiram, ou esperam à esquina, ou se cosem às paredes, ou nos roçam o ombro, ou nos pedem lume, ou falam alto; e depois esboços de paisagens, ou transfigurações inesperadas de coisas que à luz do dia são banais.»