«Acuso-me também de ter rompido, com muitos outros, os nevoeiros premeditados, os abismos reais e os abismos ilusórios, que são ainda mais perigosos, as cadeias, as ameaças e os sortilégios do cercado em que conviria permanecermos ainda mais uns séculos, para glória e proveitos dos nossos amos, que dispuseram de poderes suficientes para mandarem decapitar todos os seus servos, sem qualquer coima ou embargo, e não o ordenarem pelo simples facto de não poderem passar sem eles.»
cronologia dos autores
.
Mostrar mensagens com a etiqueta «Barranco de Cegos». Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta «Barranco de Cegos». Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
pontos prévios: Alves Redol, BARRANCO DE CEGOS (1961)
«À volta dele criou-se assim uma espécie de mitologia que julgo digna de crónica, embora queira penitenciar-me de ser eu a escrevê-la, pois a um neto de campino nunca deveria ser permitido o acesso a certos meios de expressão que o progresso, sorrateiramente, enfiou pelas nossas fronteiras.»
terça-feira, 8 de maio de 2018
pontos prévio: Alves Redol, BARRANCO DE CEGOS (1961)
«Ouvi chamarem-lhe santo homem, com unção e humildade; mas ouvi também minha avó, de lágrimas nos olhos e ódio na boca, amaldiçoá-lo por mais de uma vez, como se dum tirano falasse.»
sexta-feira, 9 de março de 2018
pontos prévios: Alves Redol, BARRANCO DE CEGOS (1961)
«Contaram-me que numa tarde de domingo, daquelas em que meu avô, seu criado e maioral das éguas, vinha aviar o alforge para quinze dias de Lezíria, o patrão Diogo nos viu juntos e se dignou, sem nojo, concretizar uma carícia nos cabelos encaracolados da minha cabeça de menino pobre.»
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Subscrever:
Mensagens (Atom)




