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domingo, 21 de julho de 2019

confrontações com Alejo Carpentier, A PERSEGUIÇÃO (1956)

«Apesar de estar a tocar a segunda chamada, continuavam todos ali, em cachos, para respirarem o cheiro a molhado, a verde dos álamos, a relvas regadas, que refrescava os rostos suados, misturando-se com hálitos de terra e de crostas cujas gretas se fechavam ao fim de longa seca.» (trad. Margarida Santiago)

quarta-feira, 19 de junho de 2019

João de Melo, GENTE FELIZ COM LÁGRIMAS (1988)

«As irmãzinhas haviam-na abandonado num camarote sem ar e sem vigias: uma luz mortuária por cima da cabeça, sacos de plástico para o enjoo arrumados numa bolsinha fatídica, o beliche estreito e uma mistura dos cheiros que só existem nos barcos -- salitre, tintas quentes e o amoníaco entorpecente das latrinas muito próximas.»

segunda-feira, 27 de maio de 2019

João Gaspar Simões, ELÓI OU ROMANCE NUMA CABEÇA (1932)

«Lamenta não poder ver a escuridão, porque lhe cobrem a vista novelos de claridade absurdamente negros: novelos ou passadeiras de matéria luminosa que, do que supõe o tecto, descem, pesados, para o que supõe o chão.» 

sexta-feira, 22 de março de 2019

Carlos de Oliveira, UMA ABELHA NA CHUVA (1953)

«O escritório do Medeiros, director da Comarca, era escuro e desconfortável; uma vulgar secretária de pinho, dois ou três cadeirões com almofadas de palha, um quebra-luz de missanga na lâmpada do tecto e montes de jornais aos cantos; cheirava a pó como num caminho de estio.»

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Carlos de Oliveira, UMA ABELHA NA CHUVA (1953)

«O escritório do Medeiros, director da Comarca, era escuro e desconfortável; uma vulgar secretária de pinho, dois ou três cadeirões com almofadas de palha, um quebra-luz de missanga na lâmpada do tecto e montes de jornais aos cantos; cheirava a pó como num caminho de estio.» 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

terça-feira, 26 de junho de 2018

confrontações com Ivo Andrić: O PÁTIO MALDITO (1954)



«A brancura do mundo exterior mistura-se com a penumbra sonolenta que impera dentro da cela, o silêncio dá-se bem com o sussurro dos numerosos relógios que ainda trabalham, enquanto outros, já sem corda, estão parados.» (trad. Dejan e Lúcia Stanković)

domingo, 27 de maio de 2018

José Eduardo Agualusa, NAÇÃO CRIOULA (1997)

«Respirei o ar quente e húmido, cheirando a frutas e a cana-de-açúcar, e pouco a pouco comecei a perceber um outro odor, mais subtil, como o de um corpo em decomposição.»  

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Francisco Costa, CÁRCERE INVISÍVEL (1949)




«De mansinho (estou a vê-lo!), abriu a porta da rua, subiu no escuro os três degraus da entrada onde o próprio mau cheiro lhe agradava, e apalpando à esquerda, meteu sem ruído a chave na fechadura.»