cronologia dos autores

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sexta-feira, 22 de março de 2019

Carlos de Oliveira, UMA ABELHA NA CHUVA (1953)

«O escritório do Medeiros, director da Comarca, era escuro e desconfortável; uma vulgar secretária de pinho, dois ou três cadeirões com almofadas de palha, um quebra-luz de missanga na lâmpada do tecto e montes de jornais aos cantos; cheirava a pó como num caminho de estio.»

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Carlos de Oliveira, UMA ABELHA NA CHUVA (1953)

«O escritório do Medeiros, director da Comarca, era escuro e desconfortável; uma vulgar secretária de pinho, dois ou três cadeirões com almofadas de palha, um quebra-luz de missanga na lâmpada do tecto e montes de jornais aos cantos; cheirava a pó como num caminho de estio.» 

sábado, 15 de setembro de 2018

curtas: Ferreira de Castro





«E a selva densa, onde bandos de faunos gargalhavam nas tardes tropicais, dir-se-ia, no silêncio matinal, suspensa numa expectativa: -- paralisada por uma interrogação milenária.» Carne Faminta (1922)

terça-feira, 11 de setembro de 2018

curtas: Maria Archer,


«O rodar do comboio, áspero e monocórdico, chegava-lhe aos ouvidos que nem som de fanfarra vitoriosa.» «Ida e volta duma caixa de cigarros» (1937),  Ida e Volta duma Caixa de Cigarros (1938)

segunda-feira, 4 de junho de 2018

3 versos de Florbela Espanca


«Cheira a ervas amargas, cheira a sândalo... / E o meu corpo ondulante de sereia / Dorme em teus braços másculos de vândalo... » Juvenília (1931, póst.)

segunda-feira, 28 de maio de 2018

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Francisco Costa, CÁRCERE INVISÍVEL (1949)




«De mansinho (estou a vê-lo!), abriu a porta da rua, subiu no escuro os três degraus da entrada onde o próprio mau cheiro lhe agradava, e apalpando à esquerda, meteu sem ruído a chave na fechadura.»

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Manuel da Fonseca, «Campaniça»


«Anos e anos a olhar o descampado, os olhos cansaram-se de ver sempre o mesmo. A vista dos homens de Valgato é um sentido embotado. Há uma névoa cobrindo-a, mesmo de dia com o céu esbranquiçado e o lume do Sol tremendo no ar. E sem ver, ainda a manhã vem do outro lado do mundo, os homens, certinhos como a mula do Zé Tarrinha, andam léguas e léguas e vão dar às herdades. E de noite, sempre de noite, tornam para a aldeia, certos e direitos, com os olhos cegos do sono que volta. »  Aldeia Nova (1942)