«A velha casa na colina usava o telhado inclinado com beiral como quem usa um chapéu de aba descaída enterrado até às orelhas.» (trad. Teresa Casal)
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segunda-feira, 22 de julho de 2019
quarta-feira, 3 de julho de 2019
João Guimarães Rosa, GRANDE SERTÃO: VEREDAS (1956)
«Ainda o senhor estude: agora mesmo, nestes dias de época, tem gente porfalando que o Diabo próprio parou, de passagem, no Andrequicé.»
sexta-feira, 29 de março de 2019
Manuel Ribeiro, A CATEDRAL (1920)
«Vista do ramo transversal do claustro e no prolongamento do eixo da igreja, a ábside desenrolava em frente do espectador a sua elegante redondeza, e o frémito alado dos arcobotantes, com a ossatura frágil em pleno equilíbrio aéreo, dava-lhe tal ar de vida palpitante, que era de recear que a uma carícia mais quente do sol filtrando-se nos poros da pedra, a catedral abrisse as asas e erguesse o largo voo nessa lúcida manhã de tempo claro.»
quinta-feira, 14 de março de 2019
António Pedro, TALVEZ UMA NARRATIVA (1942)
«Havia braços de rainhas de mãos pendentes, brancas e com anéis, rosários de olhos como bolindros variegados com ternuras incalculáveis e molhadas e também com ódios e estupidez, mitras e cogumelos, como anémonas que se tinham nascido e morrido era por acaso, ao sabor do vaivém do sangue, na pele sei lá de quem.»
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
confrontações com Selma Lagerlöf, OS MILAGRES DO ANTICRISTO (1897)
«Ora aconteceu que, uma vez, caiu sobre a Terra uma noite muito longa e santa.» (trad. Liliete Martins)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Agustina Bessa Luís, OS MENINOS DE OURO (1983)
«Mesmo na Transilvânia, com a densa obscuridade que projectam os cedros no espaço vegetal, não se trata apenas de um aglomerado de árvores; há um acordo entre o sentimento humano e aquela formação botânica de raízes e ramos.»
sexta-feira, 30 de novembro de 2018
confrontações com Kafka, A METAMORFOSE (1915)
«Quando Gregor Samsa despertou, certa manhã, de um sonho agitado viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de insecto.» (tradução de Breno Silveira)
terça-feira, 30 de outubro de 2018
confrontações com Graham Greene: MONSENHOR QUIXOTE (1982)
«Enquanto conduzia, afligia-se com o destino do Seat, a que chamava, em memória do seu antepassado, "o meu Rocinante".» (tradução minha)
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